Premio Ánxel Casal para Séchu Sende

ola, som o séchu sende,
onte estivem na corunha recolhendo o prémio anxel casal e, apesar de que o protocolo do prémio estava pensado para que ningúm dos premiados falassemos, fixem umha espécie de gamberrada e colei-me-lhes…
isto contovo-lo porque, claro, o que dixem nom vai saír em ningum médio de comunicaçom, que já estivem eu olhando esta manhá e nada, e assi polo menos tenho a quem contar-lho…,
aqui vos deixo este resumo que, quando menos, aínda escoitarom algúns membros do governo e outras autoridades e outros senhores e senhoras:
Isto foi o que dixem dumha maneira aproximada, despois de lhe dar dous bicos á senhora Conselheira de Cultura, que me entregou umha figurinha:
… agradecim este prémio em primeiro lugar a papá e a mamá, que estám contentíssimos!, especialmente á minha nai que me contagiou esta língua que me botei a falar sempre e para sempre aos dezasete anos…
….expliquei, mais ou menos, -porque nom o levava anotado e estou intentando recordar- que o livro o escrebim para toda a gente: a que fala sempre em galego, a que fala sempre em castelám, a que fala mais em galego ou mais em castelam, porque vejo a língua como património de todos e todas…
…contei, como anécdota curiosa, que enviei tres Made in Galiza á prisom de Teixeiro, para Os Tres do Eixo, e que da primeira vez dous livros forom devoltos por razóns do tipo “objeto sospechoso”, e que despois voltei enviar os livros e que um dos sobres me foi devolto considerado como “objeto prohibido”, e que por isso e outras cousas tamém este livro berra Liberdade para Os Tres do Eixo…
…contei que estava agradecido á gente com a que me atopei -e sigo atopando- nos últimos anos na base do movimento Nunca Máis, de Area Negra, de Burla Negra…
… e que esse movimento segue presente na gente que berra Governe quem governe Galiza nom se vende, pedindo umha planificaçom política de desenvolvemento sustentábel e respectuoso com a natureza, desde o Courel até Merexo ou Quilmas e muitos outros espaços com agresons medioambientais, porque o livro tamém fala de ecologia…
… tamém dixem que eu som mui tímido e que nom acostumo a fazer essas cousas de falar quando nom me toca, que normalmente falo pouco, e que acabava enseguida para começarmos a cear, que desculpas…
…e para Isaac Díaz Pardo pedim um reconhecemento e algo mais, porque nestes momentos tam difíciles hai que actuar de forma enérgica, potente, na súa defensa e na defensa do Instituto Galego de Informaçom e de todo o que Díaz Pardo repressenta…
…e finalmente agradecim-lhe ao Ex-Aduaneiro Pánchez a portada do livro, com as bombonas de butano com boca e olhos, que nom som as de Reganosa, dixem, pero case…
…e já nom me deu tempo a mais nada, porque o protocolo dicia que os premiados nom podiamos falar e, já vedes, ao final falei assi como um pouco nervioso aínda que penso que se me entendeu.
Esqueceu-me agradecer-lhes o prémio aos editores e editoras, que forom quem elixirom Made in Galiza como livro do ano, a quem lhes debo um saúdo afectuoso.

E assi está a cousa.

Saúdos e força!

2 Comments

  1. …moitos parabéns, pero non parece este o sitio adecuado para falares de ti e do teu libro, ¿non crees?

  2. Como podes apreciar o texto foi introducido polo administrador da páxina porque parecíame relevante o que nel se trataba e denunciaba. Queda pois fóra de sospeita o presunto “narcisismo” de Séchu Sende.

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