Villarino foi premiada com a Presidência do Parlamento apesar de ser responsável por fraudes milionárias em Vigo

A TRAMA URBANÍSTICA OLÍVICA E OS SEUS BENEFICIÁRIOS A DESCOBERTO

NOVAS DA GALIZA Nº 59

A presidenta do Parlamento autonómico, Mª Dolores Villarino Santiago, cedeu em propriedade privada o parque de estacionamento da rua Rosália de Castro em Vigo, antes da sua construçom e mesmo de que se tivesse constituído o organismo que devia regular a concessom. A fraude, tificada polo Tribunal Supremo, poderá supor custos de ais de 30 milhons de euros para os fundos municipais, junto à produzida com a construçom da urbanizaçom desta rua e outras 26 intervençons das quais foi responsável em qualidade de vereadora de Gestom Urbanística,como as ilegais torres do ClubeFinanceiro. Dolores Villarino foi sócia de Ubaldino Rodríguez Bello, o empresário que lidera o macro-projecto urbanístico noserrenos de Massó em Cangas, e ocultou a sua experiência no ámbito para fugir a responsabilidades penais. Mas nom só ela participou na trama viguesa: os governos de Lois Pérez Castrillo ou Corina Porro fôrom responsáveis por importantes operaçons irregulares que gerárom milhons e euros para cofres privados em detrimento dos orçamentos municipais. Novas da Galiza examina as redes de corrupçom assinalando os responsáveis directos. E fazemos público o papel do principal ‘conseguidor’ das promotoras que operam na cidade, Pedro Costas Gil, o encarregado de abrir portas às empresas para participar do tesouro urbanístico que gera a maior urbe da Galiza.
O desenvolvimento urbanístico da maior cidade foi afinal um cobiçado prato para políticos e empresários. Da época deManuel Soto até o actual governo de Abel Caballero as sucessivas vereaçons estivérom envolvidas em escándalos mobiliários que sempre contárom coma sua responsabilidade necessária. 26 vereadores e vereadoras chegárom a estar imputadas polo Supremo num processo penal por prevaricaçom e malversaçom de fundos que mantivo a impunidade para toda a classe política.Neste intrincado litígio sobressai o nome da actual presidenta do Parlamento autonómico, Mª Dolores Villarino Santiago, umha das responsáveis polo anulado Plano Geral de 1993 e a mesma que entregou em maos privadas o parque de estacionamento de Rosália deCastro.Mediadores urbanísticos, empresários semescrúpulos e políticos corruptos componhemumha rede emque participamos três principais partidos.
O Plano Geral de Ordenamento Municipal aprovado por unanimidade em 1993 é a base do actual caos urbanístico que provocou que mais de mil e quinhentas habitaçons estejam afectadas por sentenças judiciais na cidade de Vigo. Aguardam a aprovaçom de um laborioso novo planeamento que poda dar saída legal à meada de irregularidades provocadas pola nefasta gestom dos responsáveis municipais, que poderia fazer falir economicamente a Cámara Municipal. Este PGOM tinha sido aprovado polo governo de Carlos Príncipe (PSOE), tendo como vereadora de Gestom a Dolores Villarino e como vereador de Urbanismo a Jesus Costas (Esquerda Galega), e recebera o apoio de todas as forças políticas da vereaçom municipal no denominado ‘plano de consenso’, que só foi votado em contra polo díscolo do PP Abelardo Pardo Rdguez. A operaçom imobiliária pola qual estám em jogo um maior número de habitaçons, mais de 600, corresponde-se com os prédios da rua Rosália de Castro, onde destaca a quase impossível legalizaçom do seu parque de estacionamento.
Este fora entregue irregularmente pola actual presidenta do parlamento autonómico em poder de Ramón Manuel Martínez Cid e’Construcciones Crespo SA’, mesmo antes da constituiçom da junta de Compensaçom, segundo consta num documento a que NOVAS DA GALIZA tivo acesso, certificado polo notário Alfredo Arturo Lorenzo Otero com o número de protocolo 2.567. As sucessivas sentenças do Tribunal Superior de Justiça da Galiza (TSJG) ratificadas polo Supremo estabelecem que o parque de estacionamento deve passar a ser público e os seus actuais gestores solicitam dos cofres municipais indemnizaçons que superam os 30 milhons de euros, umha vez que boa parte das mais de seiscentos lugares de estacionamento fôrom vendidos a particulares e empresas. As instalaçons continuam a sentenças. A fraude ascende a quantias elevadíssimas, pois Villarino, em representaçom ilícita da Cámara municipal, tinha cedido mesmo o subsolo das vias públicas, e entregando 75.000.000 de pesetas para a exploraçom privada. Com Dolores Villarino na área de Gestom Urbanística fôrom aprovadas operaçons ilegais de envergadura como as Torres Ifer de Garcia Barbom, onde está localizado o Clube Financeiro de Vigo, o Plano Especial de Jacinto Benavente ou a urbanizaçom da Pastora, entre outras construçons que tivérom em frente sentenças contrárias até chegar a um total de 27 intervençons, as principais da sua época. Sócia de Ubaldino Rguez. Bello Entre os empresários que caminhárom de maos dadas com a ex-militante do Partido Comunista Dolores Villarino destaca-se o promotor do controvertido projecto de urbanizaçom dos terrenos da conserveira Massó em Cangas, Ubaldino Rodríguez Bello, o administrador de ‘Atlántico Construcciones y Promociones SL’. Foi sócia com o empresário já em 1989 na construçom da urbanizaçom luxuosa
As Cubichas na Ramalhosa, Baiona, onde dispom de umha vivenda. E assessorou a antedita empresa de Rodríguez Bello, que também se encarregou da construçom dos prédios da urbanizaçom a Pastora durante os seus anos como vereadora, edificaçons que vírom anuladas polo Supremo a sua unidade de execuçom e a totalidade das licenças entregues em duas sentenças consecutivas. A sua íntima relaçom com Rodríguez Bello atinge também a segunda fase de urbanizaçom da rua Rosália de Castro, na qual Villarino contou com Tomás Ramón Rodríguez Díaz (MT Consultores SL) e que, seguindo a linha das anteriores, também mereceu a reprovaçom dos tribunais polo aproveitamento irregular de 30.000 metros quadrados gerados ilicitamente a base de incluir viais públicos existentes no seu momento, de maneira que os terrenos deveriam reverter à propriedade municipal. Entre as suas tarefas vinculadas ao negócio imobiliário, contribuiu à fundaçom da empresa Oreco SL,
beneficiada polo PSOE, da qual foi auditora de contas, e assessorou o ex-presidente da Cámara Municipal de Santiago Gerardo Estévez, bem como outras empresas vinculadas ao tijolo. A sua demonstrada experiência no ámbito contrasta com as suas declaraçons quando estava a ser processada polo Tribunal Supremo, onde declarou desconhecer legislaçom urbanística como a Lei de Bases de Regime Local ou a Lei do Solo. Aduzia saber pouco deste ámbito, ainda tendo sido responsável por esta área na maior cidade da Galiza.
Em 1997 começava o seu trabalho como deputada autonómica, e portanto protegida ao ter a condiçom de ‘aforada’, e em 2001 abandonava umha vereaçom municipal na qual era problemática. Nom obstante, no ano seguinte, o Julgado de Instruçom número 2 de Vigo solicitava retirar o seu aforamento, como também o do já senador Carlos Príncipe, por se advertirem claros indícios de prevaricaçom e malversaçom de fundos públicos em relaçom às operaçons de Rosália de Castro em que “nom só votárom afirmativamente”, pois entendia-se que participaram em “negociaçons ou acordos nom plasmados no expediente”. Movimentos e decisons difíceis de expor à luz pública permitírom a sua completa impunidade e mesmo o actual prémio de presidir o Parlamento autonómico.

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